Dramas familiares- Mortes “não naturais”
É claro e evidente que todas as famílias que existem no mundo passam por dramas, dramas de todos os tipos.
Sempre me chamou a atenção, não a ponto de amedrontar,o drama das mortes ditas não naturais. Acredito que cada geração (entendo geração como nossos parentes mais próximos: tios, primos, pai, mãe) de uma família passa por uma fatalidade mortal: atropelamento, uma doença fulminante, um suicídio, etc.
Com certeza alguém próximo de você, ou até mesmo você, irá sofrer uma dessas coisas que a gente acha que nunca acontece com a gente.
Não é sorte demais passar pela vida sem viver essa situação? Afinal, suicídios, doenças fatais e acidentes acontecem e tem que acontecer com alguém. E que privilégio uma pessoa tem para não passar por isso?
É tão óbvio e inevitável quanto a morte de um avô por velhice.
Não é de hoje que os jovens (e adultos) morrem, por diversos motivos, mas isso não é encarado como algo natural, o que dificulta muito a aceitação desses acontecimentos pelas pessoas. Não quero dizer que seja uma condição fácil de se lidar. É trágica sim. Trágica pelo choque- você pode até esperar que aconteça, mas não sabe quando e com quem; pelo que se passa; pelo medo do que vai se passar...
Vivi recentemente o primeiro drama que me marcou. Foi a morte de uma prima por suicídio. Nada fácil.... O suicídio tem um complicador: o sentimento de culpa, aquela sensação de “o que foi que eu fiz de errado?” que permanece. Mas esse é outro assunto (que rende outro post, inclusive).
E depois de ter vivido (de ainda estar vivendo) um drama, eu me questiono se os que não passam por isso tem realmente sorte. Porque, no fim das contas, por mais mórbido que soe, esses dramas de morte são a vida. Eles acabam sendo válidos pela dor, pelos sentimentos únicos vividos no momento e pelas conseqüências em nossa vida e nossas relações familiares e sociais.
Ah , claro, contanto que eu não seja a falecida ( só pra descontrair um pouco... ).
Escrito por Carol às 00h43
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